sábado, 5 de setembro de 2009

OS BLOGUES E A CULTURA


Caro Amigo (a) do Orfeão de Leiria.
A internet é hoje um meio de comunicação absolutamente essencial, que leva aos quatro cantos do mundo as pessoas e as instituições. Já há vários anos que o nosso Orfeão tem a sua página na internet, com muitos visitantes do mundo inteiro. No entanto, ultimamente, as redes sociais virtuais tiveram um enorme desenvolvimento e o Orfeão de Leiria não se pode alhear desse fenómeno. É assim que vimos convidá-lo (a) a participar em todas as redes sociais que, directa ou indirectamente, digam respeito ao Orfeão de Leiria. Neste âmbito, é com muito gosto que informamos que Henrique Pinto, presidente da direcção do OL CA, tem um blogue, www.medicult.blogspot.com, em que, naturalmente, uma dos assuntos em permanente discussão é o Orfeão de Leiria Conservatório de Artes. É importante para a instituição que estas redes virtuais contem com a atenção e a participação dos sócios e amigos do nosso Orfeão, pois a internet potencializa de forma exponencial a reputação das instituições. O nosso convite é, pois, que visite o www.medicult.blogspot.com e deixe o seu contributo, se entender adequado. E, já agora desafiamo-lo também a criar o seu próprio blogue ou perfil numa rede social. O Orfeão de Leiria assume o compromisso de divulgar, no seu site, os endereços dos blogues que sejam da autoria de sócios do OL e se refiram ao nosso Orfeão.
Não hesite, participe, o OL CA tem a ganhar e todos temos a ganhar. Saudações orfeonistas.
A Direcção

Setembro 09

FOTO: Henrique Pinto, Nova Iorque

LITERACY GROUPS, SEPTEMBER BULLETIN


This week we have 4 topics to briefly cover:

Promoting International Literacy Day. A number of you have done an exceptionally good job of promoting International Literacy Day to your districts. Congratulations for a job well done. For those of you who haven’t yet done anything in this regard yet, there is still time for a last minute communication. Just send a copy of President John Kenny’s message to your districts NOW and ask them to encourage their clubs to read it next week.

Monthly reports. If you have not yet sent in your monthly report for August, please do so now. Don’t log off before you type a short message to your area coordinator and me telling us what you did. If you weren’t able to do anything, because say so and do better this month.

September is New Generations Month – Look for relevant project ideas.
Each theme month presents us with an opportunity to think about the literacy challenges of the month’s theme. September is New Generations Month. So the questions we should ask ourselves are:

What literacies are needed?
How well is our community doing? What are the gaps? Who is being excluded? Where are standards of excellence at risk?
How can Rotary clubs help?
Ask those questions; Look for answers; Report your findings.

The literacy project census of your district – Due mid-December.
September is the month to begin the zone coordinator’s literacy census of his/her own district.( See your copy of the Leadership Manual) .Your final report, due December 15th, ,should cover every club in your district. Examples of the suggested format for club reports are contained in the attachment to this weekly bulletin.

Richard Hattwick

FOTO: Tony Serrano, a great African leader, a great Literacy supporter

A FORÇA DUM BEIJO


A armada de Yang Tsé bordejou a costa ameríndia. Décadas corridas as velas lusas enfunadas largaram de Belém seguindo rotas fenícias. Gengis Khan tinha ganho a Ásia. A dimensão das pestes fazia crer no impensável, como hoje a malária. Johannes Gutemberg agiliza a palavra impressa numa dimensão epistemológica. Fidelidades e costumes moldam-se na voz profética. O telégrafo cruza mares. Alexander Bell faz da palavra o começo dum novo mundo, antes de Aldous Huxley o figurar qual utopia.
Porém, nada pôde evitar os holocaustos de Novosibirsk e de Guernica, Auchevitz, Dachau ou Phnom Penh. Milhões de homens e mulheres pereceram em nome da perfeição. Cultores de boa vontade juntam-se em Londres em pleno black out, nas raias do impossível para viajar, e criam a UNESCO, o renascer pela cultura feita universalidade. Logo depois da guerra funda-se em São Francisco a Sociedade das Nações, o início da inevitável cooperação compulsiva.
Os caminhos encurtaram-se e a riqueza, bem ou mal acumulada, misturou todos os continentes em posições internas e externas assimétricas.
No rescaldo da Conferência das Nações Unidas sobre Financiamento para o Desenvolvimento, em 2002, emergem metas específicas, incluindo a da redução até 2015 dessa pobreza extrema que atinge mais de um bilião de pessoas.

O mundo confronta-se globalmente com novas questões sociais. Uma onda jovem, inconformada e generosa, quarenta anos depois de Cohen-Bendit, contesta a nova ordem económica como se o expansionismo fosse domável, a imagem em tempo útil a poder estar no bolso de cada um. Dois terços da humanidade assistem aos funerais da Princesa de Gales e de Madre Teresa de Calcutá.
Há que ter em conta as novas configurações do social por via do processo de globalização. E bem assim as transversalidades que ordenam o espaço social, desde as redefinições das classes sociais, as relações do género, raciais ou inter-grupos culturais e o dispositivo poder/saber. Ou ainda as relações de sociabilidade, que passam por uma nova mutação mediante processos de integração comunitária e de fragmentação social – a violência social e política, a selecção e exclusão social e a massificação e individualização.
Entre as práticas de violência social e política elencam-se o abandono da agricultura, o declínio das produções tradicionais, o colapso dos programas de modernização, a desconfiança perante as políticas do Estado, a generalização do pessimismo, maior diversidade do modelo familiar, diferente sociabilidade familiar, da afectividade e solidariedade para a violência doméstica, além de funções da sociabilidade partilhadas pela escola e pelos meios de comunicação.
Nesta nova morfologia dos processos sociais avultam a pluralidade das normas sociais e a negação das formas de exercício da dominação.
As mudanças no mundo rural vão da fome às inovações tecnológicas e a novas formas de organização produtiva.
Há um processo de integração em oposição à fragmentação: desagregação dos princípios orientadores da solidariedade, a crise da concepção dos direitos sociais a originar os excluídos e a massificação a caminhar em paralelo com o individualismo e a solidão.

Prevalece mesmo assim uma maior importância das relações do Homem com a Natureza: a ecologia, tecnologias intermédias e desenvolvimento sustentado.
Também os processos culturais assumem novas formas no mundo globalizado: pela sociedade da informação; na multiplicidade das formas de violência, na dilaceração da cidadania e no internacionalismo fundado em problemas sociais globais (violência, exclusão ou discriminação por género, vários racismos, problemas do meio ambiente, questões da fome).
Colocam-se questões nunca antes tão claras. Como compatibilizar o maior acesso à educação, à universidade e à ciência com o mérito científico e a qualidade académica? Como enfrentar as noções ou realidades multiculturais na sociedade em processo de globalização?

A história das 250 gerações humanas desde os sumérios tem algumas semelhanças e inumeráveis diferenças. Nunca tantos jovens foram tão conhecedores, nunca como hoje existiu tanta gente solidária, nunca a arte teve papel tão motivador, nunca a dissuasão operacional teve tanto engenho! Fala-se de Paz nos areópagos de representação diplomática mais ampla. Mas cada gesto para educar bem uma criança na rua ao lado ou num bairro viscoso de N’Djamena é uma dádiva para a paz. Ao separarem-se os lixos caseiros está a fazer-se o que a cada um compete para conseguir os níveis de Quioto, só há pouco assumidos pela administração dos EUA. Todas as pessoas que possamos esclarecer sobre Bagdad ou Cabul, a Ossétia do Sul ou a Chechénia, Jebel Moon ou Ramallah - cenários funéreos de grotescas manifestações na disputa de recursos ou colonialismos mal resolvidos -, são um troféu para a sociedade global, a do nosso tempo.

Ocorre-me por isso uma pequena história a que já antes me referi. Estava em Salzburgo num Instituto International. Tinha aceitado convite para um jantar de hospitalidade. Na station van que nos transportou desde o hotel soube que me coubera um clube de gente jovem da cidade vizinha, Heillein, centro da antiga exploração de sal sob as montanhas.
Desde que comecei a fazer clínica que as pessoas de mais idade estabelecem comigo rápida empatia. E assim aconteceu com um casal octogenário, duma doçura e simpatia extremas, com quem entabulei conversa. Dei o braço à Michelle, e ajudei-a a andar, tal o seu passo trôpego. Acabámos por nos sentar à mesma mesa, apenas os três. O fascínio da sua história pessoal foi-me envolvendo. Judeus austríacos, tiveram tempo de fugir pela Bulgária ainda em 1939, antes do anchlüss. Foram fundadores orgulhosos do Estado de Israel ao lado de Ben Gurion. Convivem num clube de Telavive onde judeus e árabes fazem invejável companheirismo. Na sua linguagem não perpassa o menor laivo de fanatismo, entendem o problema da paz entre Israel e a Palestina como uma questão a passar acima de tudo pelo tempo, a economia, a educação e o apoio da comunidade internacional mais esclarecida. Não lhes escapa uma suave censura ao belicismo corrente como alternativa para a paz que o não é.
Fiz constar aos anfitriões quem eram os meus amigos de mesa e, um a um, qual dança índia ou africana, foram-se dispondo em círculo. Com perguntas a borbulhar e flashes a bulirem. Foi uma fervura até se fazer uma mesa única, rendida ao encanto dos Buchvald. Dias depois vi os grandes da intelectualidade do mundo curvarem-se em respeito perante tais ícones vivos da tolerância.

Sinto-me hoje como se as sacerdotisas do oráculo me dessem um bom augúrio. Sei quão incisiva pode ser a força do exemplo. Mesmo que ela seja insuficiente. Em cada emissão da Central FM está a pujança dum beijo apaixonado num mundo que resiste ao pessimismo. Um pequeno gesto solidário numa rua de comerciantes pobres e nojentos de Islamabad ou a água levada pela poeira de Abéché, no Chade, a quem escapa ao genocídio no Darfur, pode em ambos os casos vir do eco ou ser impacto das decisões de Margaret Chan, Directora-Geral da OMS, ou de António Guterres, Alto-comissário para os Refugiados, num dos salões dos edifícios sede em Genebra. A Paz é uma inevitabilidade.
Hpinto
Agosto 09

(Adaptado do texto produzido pelo autor para Gala da Central FM)

FOTO: ao fundo os Buchenwald e Henrique Pinto

LITERACY GROUPS, AUGUST BULLETIN


This week we have three matters to discuss.
A. First ---- Messages for International Literacy Day
As a bonus for International Literacy Day your districts can provide their clubs with ILD messages from President John Kenny and from the chairperson of IRARI, Dr. Nea Stewart-Dore. President John’s letter will be sent to you soon. Nea’s message is attached. Please forward it to your districts and encourage them to ask their clubs to read it at the club meeting during International Literacy Day.
B. Second --- Monthly reports are due
As the end of August approaches it is time for all of us to prepare the reports assigned to us in the RILRG Leadership Manual. Actually, the Manual allows you to send your report in at any time during the month. But we are evolving into the habit of sending an end-of-the month report. If you find it more convenient to send the report in earlier in the month, then go ahead and do so. The important point is that every zone coordinator should send in a report every month. Those reports are:
1. For the General Coordinator -- A report to President John due the beginning of Sept.
2. For the Area Coordinators – A report to the General Coordinator due the end of Aug..
3. For the Zone Coordinators – A report to the Area Coordinator is due at the end of August
For zone coordinators the most important pieces of information which your area coordinator hopes to find in your report for August (or September if you have already sent in your report for August) are:
a. A list of communications which you sent to your districts during the month of August.
b. A list of districts/clubs which have communicated back to you. Of particular interest are success stories you discovered.
c. A statement as to whether or not you have provided each of your districts with a copy of the four page on-line brochure entitled, “Literacy Award Certification Form.” That form is available on the RI web site.
d. A statement as to whether or not you have provided each of your districts with a copy of the Rotary International On-line district literacy seminar. This is only available in English. If that makes it inappropriate for your districts, just say so. But feel free to produce a version in the language of your districts and send that to them. (This is an opportunity, not a requirement).
e. A statement as to whether or not you forwarded the most recent issue of the World-wide Literacy Newsletter to your districts. The proviso about English applies here, too. But note that newsletter editor Roger Hayward has begun to publish articles in other languages.

Earlier this month I published a tentative list of inactive zone coordinators. An inactive zone coordinator is a person who has not submitted the monthly report to the area coordinator. Distribution of that list was restricted to the area coordinators who then used it to contact those on the list and help them become active. Thanks to the area coordinators and to you zone coordinators who responded to their inquiries.

C. Third --- The New Literacy Coordinator for Zone 18A – Colin Bryant
President John has named PDG Colin Bryant to replace PDG Meirion Morris as the coordinator for Zone 18A.( PDG Meirion had to resign for health reasons. Please keep him in your prayers.). Any of you who are interested in starting a dictionary project in your country might want to talk to Colin about it. Colin was the founder of the very successful Dictionary 4 Life project. Last year that Rotary project handed out 79,000 dictionaries in the U.K. and 9 other countries where the British version of English is spoken. Colin is a retired post-school college vice principal who lives in the London area. Welcome, Colin.

Richard Hattwick

FOTO: Henrique Pinto and Ed Futa, RI Secretary General, in Lisbon Institute

SAÚDE, TER OU NÃO TER


A intenção do presidente Obama de criar um serviço de saúde universal assenta exactamente em mais de 40% dos americanos não terem acesso à protecção na saúde. Os EUA têm dos melhores serviços de saúde do mundo em mais de mil sistemas diversos, ancorados em seguros privados. É uma injustiça sem medida no país ocidental com mais recursos financeiros. Medicare e medicaid não asseguram complementaridade, qualidade e universalidade.
Depreendo do que leio a ideia de não tocar em nada o universo de prestações dos subsistemas existentes. Então onde estarão as razões para os escolhos no caminho do presidente?
Apesar de assimetrias organizativas razoáveis não se pode dizer d o Estado português monopolizar o serviço nacional de saúde, que é universal, tanto mais que acima de 60% das despesas são pagas ao sector privado. As taxas moderadoras – com um leque amplo de isenções – têm por função limitar a procura quando excessiva. Não são um imposto. Então porquê o afã em alijar ou ignorar esta importante bandeira civilizacional em certo tipo de discursos? Há uns anos poderia compreender mas não aceitar, o investimento era fraco e a qualidade ressentia-se. Mas agora como entender?
Hpinto
Setembro 09

FOTO: Ana Jorge, ministra da saúde

O carinho dos amigos


Caro Henrique,
Parabens a voce!!!
Nós não imaginávamos que você tem como hobby dirigir a maior Escola de Música da Europa!!! Que maravilha, porque nós adoramos escutar musica e consideramos que a musica é um idioma universal, que você só precisa SENTIR!!!
Alem disso seu blog é muito interessante, assim que de agora em mais seremos seus seguidores.
Afectuosos saludos de seus amigos argentinos.

Luis e Celia Giay
(ex presidente de Rotary International e esposa)

FOTO: Luís e Célia Giay em Chicago, 2005

Caro Dr. Henrique Pinto.
Antes de mais, muito obrigado pela informação que me presta.
Gostaria de dizer-lhe que terei muito gosto em acompanhar o seu blog, que, de resto, já tive oportunidade de "espreitar" e pelo qual lhe endereço os meus mais sinceros parabéns.
Um abraço

Mário Brito

Caro Companheiro Henrique Pinto.
As minhas mais vivas felicitações.
Um abraço.

F Barbosa Rodrigues
(Universidade Católica Portuguesa)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

FAZ O QUE EU DIGO...


A Cunha Rodrigues, Procurador-geral da República durante 17 anos, chegou a colar-se o ápodo de Arquivador Geral, laracha a lembrar em permanência não se conhecer qualquer dos figurões cujos actos tenham merecido acusação. Dele se chegou a dizer ter os políticos na palma da mão. O livro que a Visão antecipa neste Setembro teoriza pois o que afinal foi um tanto a sua prática mais comentada, o ascendente político dos actores da justiça. Ao atribuir aos juízes «conferem prioridade à solução técnica e não à solução justa» ou «cultivam a ideia ou o preconceito da obstinação da política em perverter a justiça» espera-se o suscitar duma saudável querela.
Ultimamente Medina Carreira aparece muito na TV. Foi ministro das finanças no I governo constitucional Acabou a ser diminuído em público pelo seu colega Sousa Gomes, proeminente gestor nos últimos anos. Há trinta anos virou costas ao PS em desacordo com a sua política económica.
O tempo passou.
Uma e outra personalidade parecem ter ainda muito a ensinar-nos. A primeira desenha um libelo acusatório sério à magistratura portuguesa. A segunda faz o prognóstico de sempre da economia do país.
Ambas terão com certeza crédito nos seus estudos. Todavia, em época de eleições – não se podendo agora alterar o método, e logo as regras, eu também gostava! – cai um tanto mal qualquer dos reparos.
O ar algo do género «é de aproveitar a altura», confunde, não há tranquilidade para aproveitar todo o sumo da escrita, é susceptível de ferir no caminho quem o levou ao actual púlpito. O rotular todos os políticos dos últimos 15 anos de patetas e lançar manchetes tipo «Portugal é um grande BPN», tem tanto de arrogância como da eterna rabugice.

Hpinto
Setembro 09

FOTO: Medina Carreira, advogado e comentador político