quarta-feira, 9 de junho de 2010

FERNANDO CATROGA E A REPÚBLICA, EM LEIRIA


Café das Quintas debate agora os Cem Anos da República.
Fernando Catroga, professor universitário, historiador e membro da Comissão Nacional das Comemorações do Centenário da República, e Acácio de Sousa, Director do Arquivo Distrital de Leiria, são os convidados do Café das Quintas para a edição de Junho, a realizar no dia 17. O tema desta sessão, que conta com as participações de dois eméritos historiadores e ambos especialistas naquela temática, será os 100 anos da República em Portugal.
Fernando José de Almeida Catroga é Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, instituição onde dirige o Instituto de História e Teoria das Ideias. A sua área de actividade científica essencial tem-se centrado no âmbito da História das Ideias, abordando temas tão diversos como a História da História, o Cientismo, o Positivismo, o Laicismo, o Republicanismo e a História das Ciências, entre outros temas. Tendo especialização em História das Ideias e várias obras publicadas, as actuais áreas de investigação de Fernando Catroga são a História das Ideias e História da Cultura. Entre outras áreas científicas de interesse, contam-se-lhe a Filosofia, a Sociologia, a Antropologia e a Literatura.
Acácio de Sousa nasceu a 4 de Maio de 1951, em Leiria. É licenciado em História (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra), tem um mestrado em Estudos Luso-Asiáticos/História (Universidade de Macau) e é doutorando em Ciência Política, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É, além disso, pós-graduado em Ciências Documentais/Arquivo, desempenhando actualmente, e desde 1994, as funções de director do Arquivo Distrital de Leiria. A nível profissional foi também técnico superior de BAD na Escola Superior de Educação de Leiria, professor do ensino secundário e do ensino superior e técnico superior no Arquivo Histórico de Macau entre 1990-1993. Foi ainda funcionário da Direcção Distrital de Finanças de Leiria e vereador na Câmara Municipal de Leiria entre 1998-2001.
Ao nível cívico, é vice-presidente do Orfeão de Leiria Conservatório de Artes, presidente da Assembleia Geral da ADLEI-Associação para o Desenvolvimento de Leiria, a cuja direcção já presidiu, sendo também membro do Departamento do Património da Diocese de Leiria-Fátima e tendo presidido à direcção do CEPAE - Centro do Património da Estremadura, Rotary Club de Leiria e Liga dos Amigos da Casa-Museu João Soares.
A animação musical do Café das Quintas, que se realiza no dia 17 de Junho, a partir das 18 horas, no Arquivo Distrital de Leiria, será da responsabilidade da Escola de Música do Orfeão de Leiria.
O Café das Quintas é uma iniciativa do Orfeão de Leiria Conservatório de Artes dinamizada pelo Professor Doutor Carlos André, que se realiza ininterruptamente, mês a mês, desde 1996.
Ana Rodrigues
Junho 2010
FOTOS: ícones da República; Fernando Catroga; Acácio de Sousa; Adelaide Pinho, vice presidente do Orfeão de Leiria Conservatório de Artes, Filipe Mesquita de Oliveira, comentador, e Miguel Sobral Cid, director artístico do Festival Música em Leiria, no final do Concerto da Orquestra Europa Galante.

«GIRAI, GIRÁI AO SOM DOS OBOÉS!»

«Força professor Pedro Miguel, esta sua proposta de concerto é das que melhor traduzem o tema de Música em Leiria 2010». Disse-lho como incentivo por ser verdade e o maestro trabalhou-a sem denodo. Esforcei-me por constituir a Orquestra do Festival, um Ensemble com professores e amigos, executantes de primeira água, e estou ansioso por ouvir o Coro do Orfeão de Leiria, este Ensemble e solistas, na Igreja de melhor sonoridade musical da cidade, a dos padres Franciscanos no Convento da Portela.
É no domingo à noite e a entrada é gratuita.
«Girai, girai ao som dos oboés», escreveu Verlaine.
Ter um coral com capacidade para entrar num Festival desta qualidade – a sua participação não se deve ao facto de ser da casa mas sim ao termo-lo aperfeiçoado para este nível de exigência e os seus integrantes haverem correspondido ao desafio –, é um privilégio institucional extraordinário. Há mais de uma década é um dos pontos altos do certame.
Henrique Pinto
junho 2010
FOTOS: o tradicional Coro do Orfeão de Leiria (a casa, o OLCA Orfeão de Leiria Conservatório de Artes tem hoje uma imensidão de corais) na Igreja dos Franciscanos (vejam-se os frescos quinhentistas recuperados, património da cidade); Henrique Pinto com Fabio Bionde (veem-se ainda o Dr. Luís Lourenço e o Engenheiro Luís Costa, director da Secil Maceira Pataias), além de Filipe Mesquita de Oliveira, apresentador; maestro Pedro Miguel; Henrique Pinto com as guitarristas Ilda Coelho e Sónia Leitão, professoras no OLCA, além de Gracinda Moniz; o maestro Pedro Carneiro e a Orquestra de Câmara Portuguesa agradecem os aplausos em Música em Leiria 2010

COM FERNANDO ALVIM


À saída do edifício da RDP em Lisboa dei de caras com a Manuela Gomes, boa amiga, «o quê, vem da Antena 3, que juventude?!».
É verdade, a Midlandcom conseguiu mais uma oportunidade de divulgar o Festival Música em Leiria e daí o gosto enorme de participar num programa de rádio com Fernando Alvim, a emitir Sábado pelas 11 horas.
Não me foi nada fácil. Aquilo é irreverência, alegria, juventude, humor, inteligência e demais qualidades positivas a brotarem em catadupa, de tirar o fôlego. Têm imensa graça e energia. Saí-me bem e fiquei da casa. Por entre as histórias hilariantes e as interjeições pertinentes e não esperadas falou-se de assuntos sérios, a música, o ensino, as doenças, a solidariedade mundial, grandes eventos, a selecção nacional, Leiria e o Estádio que não enferruja nem enche, Marrazes e a sua juventude desportiva, e muito mais. Ânimo meus caros Alvim, Santo e Moreira. Fiquei fã incondicional.
Henrique Pinto
Junho 2010
FOTOS: Fernando Alvim; Daniela Silva e Henrique Pinto (foto Sérgio Claro); Orquestra Gulbenkian em Leiria (foto Sérgio Claro)

O AMOR DESENCAMINHA O MAIS PRUDENTE


Raras vezes um recital nos entusiasma tanto.
Nuno Vieira de Almeida é um pianista de altíssimo nível, já o tivemos em Leiria mais vezes, a última com Liliane Bizineche. Ana Maria Pinto é uma jovem cantora, soprano, mestranda em Berlim como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. A sua voz é belíssima, sublime, e as interpretações são ainda mais expressivas. O seu fácies conta as mais belas histórias de amor ou angústia, nuns olhos largos, luminosos, de expressões singulares. À Yvette Centeno, que leu os poemas, lembro-me dela desde sempre, li-a em tantos momentos de deliciosa intimidade espiritual, e tão intensa é a sua relação com a ópera, o lied e o jazz.
Evolução/contrastes, recital comentado no Teatro Miguel Franco, incluído no Festival Música em Leiria, com as belas partituras de Schubert, Wolf, Debussy e Berio e os poemas de Goethe, Verlaine, Mörike e trechos populares, patrocinado por AKI e Hiperclima, foi mais que o despertar dum sonho, êxtase puro.
Eis transcrito um dos belos poemas populares para a música de Luciano Berio:

Dança

«O amor desencaminha o mais prudente,
E aquele que mais ama menos senso tem
E o mais louco é aquele que mais ama.


O amor é indiferente ao mal que causa.
Os seus dardos provocam tal febre
Que nem mesmo o frio pode arrefecê-la.»

Henrique Pinto
Junho 2010
FOTOS: a cantora Ana Maria Pinto; Yvette Centeno, Nuno Vieira de Almeida, Ana Maria Pinto, Mafalda Silva (gerente da IKEA em Leiria) e Raúl Castro, presidente da Câmara de Leiria, num momento de convívio após o recital; Henrique Pinto e o amigo de há muito, compositor Alexandre Delgado (neto do General Sem Medo, Humberto Delgado), após o concerto em Leiria da Orquestra Gulkbenkian; o pianista Nuno Vieira de Almeida.

domingo, 6 de junho de 2010

BARCOS E MAR

Só o facto de olhar o mar e os barcos é um bálsamo, em São Pedro de Moel ou no Estoril, em Sesimbra ou nos Açores, em Surfers Paradise, Trinidad, Nassau, Santorini, Ischia.
Pode ter a suavidade dum lago suíço no Verão, a violência do Canal do Faial ou Cais do Pico em duro Inverno. Mar é sempre a beleza imensa, força da natureza, a riqueza inesgotável.
Iates, aiólas, petroleiros, traineiras, paquetes da Royal Caribean, o formula 1 dos mares ou simples
Optimist, barcos são barcos, a certeza de chegar mais longe no pensamento, na ciência, no Servir, no amor.
Baleias e golfinhos, tubarões e peixe miúdo, flores, habitam nesses horizontes do róseo ao azul, do
cinzento ao verde, e adensam a minha paixão de sempre pelo diverso, a abrangência das relações, a curiosidade do menino sempre viva.
E há aqueles clichés a que se pode voltar sempre, tranquilo, como o pôr do sol em Carmel nos oitenta anos de Clint Eastwood, tudo o que resta sem começo, a incessante retoma no querer.
Henrique Pinto
Junho 2010
FOTOS: mar de Cascais; barcos de pesca de Sesimbra, em extinção; um cachalote a meio do canal, o Pico ao fundo; regata em Sidney; barcos no Mónaco; pôr do sol em Carmel, USA;  Surfers Paradise, Queensland, Austrália

COMO ASFIXIAR UMA CIDADE

Ao tempo de Vera Jardim - ouvi num jantar de Embaixada - o Ministério da Justiça iria alienar os terrenos da prisão escola em Leiria. Agora sei, o processo anda.
Que dirá disto uma jovem Câmara em apuros financeiros?
Sempre pensei, a cidade manterá a fisionomia daquela área! Mas a urbe ao género do ex leste Europeu, versão sépia da Avenida Marquês de Pombal, vai nascer. O silêncio é «alma do negócio». A lei da rolha já funciona.
Henrique Pinto
Junho 2010
FOTOS: parte dos terrenos da Prisão Escola, área nobre da cidade de Leiria; Vera Jardim

ABERRAÇÃO DEMOCRÁTICA


É pouco crível uma proposta sensível para a comunidade ser chumbada em plenário semanal da autarquia por voto singular do bloco vencedor. Razão adicional no meu pugnar pela alteração da Lei Eleitoral, a grande pecha do país. Executivos não escolhidos na íntegra por quem ganha são uma aberração da democracia.
Henrique Pinto
Junho 2010
FOTOS: Alberto Martins (a 17 de Abril de 1969, em Coimbra) e Nogueira Leite, dois democratas e homens inteligentes, bem poderiam, juntos, fazer avançar a revisão das leis eleitorais