segunda-feira, 24 de setembro de 2012

SOBREVIVER ACIMA DO ZERO, Henrique Pinto em entrevista ao Diário de Leiria

1 - O Orfeão de Leiria é uma instituição com uma forte reputação na região no que respeita ao ensino da música. A quem se deve esse trabalho?

O Orfeão de Leiria (OLCA) caminha para os 70 anos de idade. É uma longa e profícua experiência. Desde sempre o seu Coro foi um indicador de qualidade. Nos anos 50 a BBC de Londres identificava-o como estando entre os cinco melhores da Europa. Em Janeiro de 1983 tomei posse como presidente da casa com a proposta que apresentei na primeira reunião de direcção, uma estratégia assente na infra-estruturação, no ensino artístico e na realização dum grande evento cultural anual de referência, para servir de farol. Tudo foi conseguido com o nosso esforço. Nada nos foi dado a não ser a adesão das famílias e a consideração social e institucional e dos associados em geral. E uma multiplicidade de grupos artísticos que entretanto se foram criando no Orfeão, aliada à constante aposta na qualidade em todas as frentes, na profissionalização, numa gestão cuidada e com objectivos claros (coisa que se não viu em muitas autarquias, mormente em Leiria, por exemplo), e no rigor, com mestres de superior valia e dedicação aos seus alunos e a quem lhes paga, sem tergiversações, sem palhaçadas nem mentira como se vê por aí, com capacidade de correr riscos e tendência para não criar dívidas, todos estes factores, juntos, moldaram uma interacção muito produtiva no Ensino. Tudo o que existe nas escolas e fora delas, como os festivais e os concertos, se articula para lograr este ensino de alto nível. Aliás, tanto na Música como na Dança o OLCA é tido pelas entidades tutelares como uma excepção nacional de grande qualidade no Ensino. Alguns dos seus mestres, como Catarina Moreira, estão entre os portugueses mais distinguidos pelo mundo fora. Muitos destes professores, todos licenciados, são Mestres e Doutores, outros tantos são antigos alunos da casa. E é por termos este ambiente pedagógico e institucional único, que, mantendo o princípio da universalidade no acesso quanto aos alunos, vamos também apostar seriamente numa diferenciação positiva do ensino, com incentivos aliciantes – o estatuto de autonomia pedagógica que nos foi outorgado em todas as vertentes formativas permite-nos fazê-lo –, tendente a sensibilizar ainda mais um segmento de público com possibilidades de pagar essa benesse, sobretudo quando não se deseja, à partida, o enveredar por uma carreira artística, mas uma aprendizagem mais diletante. Temos a alternativa de qualidade também para este nicho de clientes.
2 - A instituição já viveu melhores dias em termos de apoios. Estes apoios têm vindo a diminuir nos últimos anos? Qual a principal razão para essa diminuição?

O financiamento mor do OLCA (para além duma gama imensa de fontes de menor dimensão) depende das contratualizações feitas com o Estado e com as autarquias e institutos públicos. Não se trata de subsídios. São contractos de prestação de serviços. Um Contracto é suposto se para se cumprir, dita-o a ética e a lei. Todavia, a meio do ano lectivo 2010-11 o Ministério da Educação (ME) da Dra. Isabel Alçada, numa manobra de desorçamentação ensaiada pelo governo para o Orçamento de Estado aprovado em 2010, fez, em Janeiro de 2011, transitar o financiamento de boa parte do ensino, e designadamente o artístico, para o Ministério do Trabalho (hoje da Economia), que gere os fundos europeus (POPH). Os secretários de Estado da Educação e do Emprego garantiram na altura que nenhuma entidade contratualizada seria prejudicada com a transição. Pura Mentira, o diferencial entre o que era e o que então passou a vigorar, passou a ser de 25% menos. Foi um corte de financiamento em 25% para as organizações que tinham o seu pessoal contratado. O OLCA tinha à altura um Quadro de Pessoal com Contrato Colectivo de Trabalho muito pesado, imposição da DREC, Direcção Regional do Centro do ME (nenhuma outra Direcção Regional o fazia, parece incrível é verdade!), numa percentagem de 90% dos seus recursos humanos. Ora, quem paga 14 meses de ordenado/ano na instituição tida como a maior Escola Artística privada/associativa do país, como o OLCA, foi colocado na mesma posição das casas que só pagam 12 ou mesmo 10 meses/ ano aos seus colaboradores e não têm responsabilidades fiscais. Foi uma injustiça muito grande coberta por um silêncio a todos os níveis ainda maior, e que durou até agora. Longo período em que batemos a todas as portas em dois governos. Para uma direcção não remunerada é obra!

Julgo que em trinta anos no Orfeão de Leiria apoios foi o que as pessoas de boa vontade a todos os níveis, na região e no país, nos deram com o seu empenho, carinho e interesse artístico. A este esquema soma-se, seguramente, a inestimável colaboração da Fundação Calouste Gulbenkian com o Orfeão e com Leiria – e o seu patrono, Gulbenkian, nem sequer tem uma rua com o seu nome nesta cidade, quase uma excepção nacional –, bem como o apoio financeiro do sector empresarial para a realização de eventos, como os Festivais, apoio este que tem valores pecuniários superiores em Leiria em relação ao que se passa no resto do país. O que é um dado muito favorável para o crédito da prática do OLCA. Também a Área Metropolitana de Leiria tem apoiado o Estágio Internacional de Orquestra, mas o valor pecuniário tem vindo a diminuir. De resto, firmámos com o executivo anterior da Câmara de Leiria um Contrato Programa, um exemplo para o país, e neste ano em curso temos um Protocolo com o actual executivo, que muito me agrada pela forma e conteúdo, mas cuja continuidade parece ensombrada. O caracter discricionário do novo Regulamento autárquico, saído enquanto estive fora, suscita-me a maior apreensão. Num e noutro caso o financiamento do Orfeão dependia e depende do volume de trabalho contratualizado e feito.

Por isso mesmo nunca usei a linguagem de apoios ou subsídios. Não é a nossa prática.
 
3 - A gestão da instituição tem sido feita em função dos apoios e do pagamento das mensalidades dos alunos. É possível fazer mais com menos dinheiro?

Até ao fim do mês de Setembro em curso o OLCA terá todos os ordenados em dia e metade do 13º e 14º mês deste ano já pagos. E no entanto a injustiça do ME, que, por omissão, nos extorquiu mais de cem mil euros em ano e meio, os cortes em 38% no que nos era devido por parte da Secretaria de Estado da Cultura (igual para o país), a redução de montantes no Protocolo com a autarquia leiriense e tantos outros cortes contratuais, produziram efeitos. Além disso uma escola secundária de Leiria desinteressou-se do Ensino Profissional da Música que vínhamos ministrando, mesmo se esta é uma profissão com emprego garantido nos tempos actuais. Coisa que não é de somenos. Foram dois cursos que desapareceram. E, como a economia se faz de expectativas, houve menos inscrições neste ano lectivo que começa (sobretudo nos alunos que apenas pagavam o transporte em autocarro do OLCA, um custo baixíssimo), pelo que passou a haver menos trabalho. Sendo o Estado o maior cliente e pagando, em média, o correspondente a um terço do devido em cada trimestre, não se consegue pagar ordenados exactamente no fim de cada mês como até há um ano atrás. Tivemos de implementar uma política de maior contenção, eliminar os contractos a termo certo, negociar alguns despedimentos. E sectores como o Coro do Orfeão sofreram uma remodelação no seu Estatuto, passando os seus membros a contribuir com uma propina para a sua frequência. Preferimos esta solução, facilitadora da manutenção dum nível de qualidade alto – porque a cultura não se reproduz pela vulgaridade -, a recorrermos ao amadorismo puro. Temos já perspectivas para um amplo sucesso coral. Portanto, é óbvio que com pouco se pode fazer muito. Mas há limites para o possível. As políticas culturais liberais, tanto do governo da Nação como das autarquias (o novo regulamento para a cultura da Câmara de Leiria, propiciador da arbitrariedade mais elementar e sem quaisquer objectivos para o desenvolvimento cultural, é prova disso), conduzem a um retorno às piores fases do passado, praticamente ao Estado Novo. Nem mesmo um liberal acreditará que o país possa ser culto com os custos para os cidadãos que têm ingleses ou alemães. Já para nem falar no fosso em iliteracia que nos separa desses povos. Com outros argumentos, é certo, é o debate mais geral entre o tocar no fundo, inanimado, e o viver pobre mas com alma.
 
4 - A instituição que lidera debate-se com problemas financeiros, à semelhança do que sucede com outras da região? Como pretende ultrapassá-los?

Tivemos uma grande vitória nos últimos dias. Como se a conjuntura não fosse já desfavorável para tudo e todos, eis que a DREC do ME (sempre privilegiámos o óptimo relacionamento com todos os poderes, a cultura não pode dar-se ao luxo de o não fazer, e o relacionamento anterior com esta estrutura, com outra gente independentemente da cor do governo, foi mesmo fantástico) resolve inviabilizar uma das medidas que adoptámos e comunicámos - que temos plena competência para implementar e que havia sido discutida por nós como possível com o próprio POPH ao mais alto nível -, para anular os efeitos deletérios da baixa em 25% do valor da contratualização com o ME. Parece ironia, alguém que não paga e ainda sufoca quem quer viver mesmo sem o pagamento devido. Ao fim de ano e meio de insistência junto do senhor ministro Nuno Crato e sobre todas as estruturas do ME, do governo, das associações, entre outras, demonstrando a ilegalidade da decisão de Coimbra (as escolas de outras regiões do país que se inspiraram na proposta do Orfeão, que aqui vieram beber a fórmula salvadora, não tiveram qualquer problema), eis que, depois de recurso do OLCA feito por um dos maiores escritórios de advogados do país, e da intervenção da AEPP, associação de escolas, o senhor ministro acaba por nos dar razão, e mais, estender a medida a todas as escolas do país (que já não é a primeira vez que ganham com as diligências do Orfeão). Foi um sufoco enorme gerir e pugnar a este nível, embora certos que nos assistia a razão. O resultante vai-nos permitir pagar todos os ordenados do ano lectivo com base nos alunos do ensino gratuito ou parcial (cujo ensino o Estado paga), assim como nos dos cursos livres, bem como no fornecimento de serviços. Tal implica mesmo assim um esforço muito grande de todos os trabalhadores, o que é inestimável.
5 - Em termos práticos, que reflexos tiveram na gestão da instituição os cortes anunciados pelo Governo?

Esta era a altura para as autarquias se afirmarem no país, definitivamente, com base na cultura e em articulação com os seus produtores culturais, como paulatinamente se vem fazendo desde os anos noventa. Elevar o nível cultural do país é tão importante como mantê-lo saudável. Mas o exemplo da vereação cultural de Leiria não augura uma tal perspectiva, esta vereação da cultura e educação é tão socialmente inculta e neoliberal (mesmo se socialista) como o ministro Victor Gaspar.

Os cortes anunciados pelo governo acentuarão ainda mais a descrença dos cidadãos, reinstala-se a ideia de que a cultura é um luxo e não uma ferramenta de trabalho, sobretudo se não houver um contrapeso importante, que poderia ser o trabalho cultural das autarquias. O desafio que lanço daqui a quem pode escolher os candidatos a eleitos no próximo ano é que acautelem decididamente essa escolha no que concerne a todas as áreas, mas particularmente à da cultura.
6 - A redução do número de professores encaixa no cenário da contenção e dos cortes?

Não, não há qualquer relação directa com os cortes ora anunciados pelo governo. Mas, para além da contenção salarial que nos propusemos fazer, incluindo a redução legal do contingente de trabalhadores (docentes e não docentes) e das outras medidas atrás expostas, não podendo fazer em 2012-13 os 327 espectáculos únicos de 2011-12, coisa extraordinária para qualquer instituição, vamos fazer algo inovador na programação, torna-la mais criativa, interactiva e construída na complementaridade, e apresentar ainda um amplo leque de produtos lúdicos no campo da cultura, pagos pelos utilizadores, enquadráveis num padrão de gosto/custos aceitável.
7 - Poderá haver perda de qualidade do ensino, se continuarem a verificarem-se cortes e uma progressiva diminuição de docentes?

Como disse, os cortes são susceptíveis de influenciar as expectativas dos consumidores, que poderão passar a privar-se do que até agora consideravam uma alternativa de formação para os seus filhos. Viu-se que neste ano a baixa na taxa de consumo em geral foi acentuada no país. Não haverá razões para isso na frequência do OLCA na medida em que há mais vagas no Ensino Articulado. Todavia, o Orfeão de Leiria tem agora os professores que necessita, e com a qualidade a que faz jus, para continuar sendo das maiores e melhores escolas artísticas do país.
8 - No limite poderá estar em causa o funcionamento do Orfeão ou encara o futuro com optimismo?

Se o senhor Ministro da Educação não tivesse agora reconhecido a razão que nos assiste o drama seria inevitável. Quando criada, a EMOL, escola de música do OLCA, foi a terceira ou quarta no país. Hoje existem 122 escolas com idêntica finalidade. Mas quanto mais antiga é a Escola mais pesada é a estrutura de recursos humanos, maior a carga salarial e fiscal, como vimos atrás. Como sabeis, ao contrário doutras práticas comerciais, o Estado só paga o que deve se os impostos do credor estiverem em dia. Uma estrutura de recursos humanos assente num Contrato Colectivo de Trabalho implica uma enorme carga fiscal que é assim paga à cabeça, antes de se receber o pagamento pelo trabalho. As escolinhas que por aí pululam não têm destes encargos. No entanto, custe o que custar a quem eventualmente denigra o nosso trabalho de criação e gestão, o OLCA, com toda a sua complexidade, é uma escola em boa gestão. Já passámos momentos muito difíceis como o mais recente (em empresas muitas e no associativismo em geral corresponderia à falência ou à debandada geral), mas a boa gestão, qualificada, digo-o sem rebuço algum, aliada a uma diplomacia exaustiva, a diplomacia da cultura assente no bom uso da informação, interna e externa, e no empenhamento assertivo de todos e particularmente dos órgãos de gestão actuais, reforça-nos o optimismo, a certeza que, com as mudanças necessárias e pés bem assentes na terra (o exemplo das do Coro principal é relevante), o OLCA viverá por longas eras. Quaisquer que venham a ser os seus dirigentes no futuro.
9 - Sente que os leirienses olham para a instituição como uma referência ou apenas como uma mera escola de música?

Em 63 anos de idade tenho 45 anos de trabalho no associativismo, incluindo o amador e o universitário. Abordei múltiplos processos de gestão, experimentei muitas fórmulas na busca dos melhores modelos de direcção e gestão, fui director mundial de áreas e projectos no campo social, fui consultor mundial em projectos muito sensíveis, fiz carreira académica em vários países e conjunturas. Construímos no OLCA imensas estruturas artísticas, dezenas delas mesmo, criámos com o Ministério da Cultura a Orquestra Filarmonia das Beiras, temos três festivais internacionais, dos quais, Música em Leiria, é já o mais antigo e persistente dos Festivais Nacionais (se dependesse do Estado, ou da autarquia, já se teria perdido!), ensinámos milhares de alunos ao longo dos anos, temos mais de três dezenas deles em universidades estrangeiras, cerca de cinco dezenas de crianças com menos posses estudam aqui sem pagar (em áreas que o Estado não cobre). As empresas que nos apoiam e se reconhecem nesta obra fazem-no também porque têm os seus indicadores de retorno do investimento cultural feito. Nós também temos alguns desses indicadores de retorno. Podemos dizer que neste momento o OLCA toca, directamente, cerca de 20000 pessoas. Fazemos um investimento à medida das nossas posses mas, bem assessorados, com muito bons resultados no processo de informação e comunicação de massas. Somos a Associação da região com mais associados, a merecerem crescentemente, uma atenção maior. Se depois disto os leirienses olhassem para o OLCA, não como uma referência, que efectivamente é, mas como mais uma escola de música, então talvez não tivesse valido a pena vivermos. Ora eu estou muitíssimo orgulhoso daquilo que ajudei a construir e do impacto que com tal já se conseguiu. A transformação do social faz-se pela cultura, compete a todos, sendo um processo longo e de persistência.
10 - A direcção está a trabalhar em algum projecto específico para manter a sustentabilidade da instituição, mantendo a qualidade do ensino?

Como já disse, a alteração de paradigma no Coro da instituição, uma decisão que assiste à direcção e só a esta, é uma medida de fundo (só por si insuficiente, é certo) para manter sustentáveis todos os sectores da casa. Mas vamos tornar todas as áreas sustentáveis, mesmo se com equilíbrios internos. Não queremos subsídios, pretendemos, sim, que nos comprem e contratualizem serviços. Agora que o QREN deixa de sustentar a programação dos teatros municipais, não me cabe discutir a justeza da medida, os programadores destas casas têm o dever artístico e ético de recorrer aos produtores culturais qualificados e reconhecidos, como o OLCA, para preencherem a sua programação. Claro que podem recorrer às Ágatas e Emanueis… Se o fizerem, ou se ignorarem a prática de cultura que está à mão, não merecem de forma alguma o estatuto de Programadores...

Há poucos anos a Segurança Social em França detectou que as mesmas crianças que eram filhos numa rua, já eram netos na seguinte e sobrinhos noutra. Na cultura também se verifica isso. Há entidades que se travestem desta forma, com uma exiguidade de recursos e apostando no plágio e na demagogia, apenas para mostrarem serviço (mesmo quando o seu suporte financeiro assenta no pagamento a empresas uninominais dos seus patronos, uma forma de ganharem a vidinha). As autarquias sabem disto muito bem e há até quem estimule esta prática para ter toda a gente na mão. Pouco nos importa isso. A sustentabilidade do OLCA assenta exactamente na diferença, na diversidade, na dimensão e na multiplicidade de propostas.
Henrique Pinto
Diário de Leiria, entrevista
24 de Setembro de 2012
 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

JOAQUIM GONÇALVES, UM HOMEM SIMPLES E EXTRAORDINÁRIO

O meu bom companheiro em Rotary, Joaquim Gonçalves, foi hoje a enterrar em Oeiras, terra onde vivia.
Tenho-o como um homem extraordinário, porventura dos meus «compagnons de route» que, com Artur Almeida e Silva, seu e meu amigo do peito, maior admiração me suscitou.
Ele e a esposa Tucha tinham aquele sorriso radioso sempre plasmado no rosto, indutor da mais franca empatia e admiração.
Ligado profissionalmente à Rede de Supermercados Pão de Açúcar, desempenhou inúmeras funções do mais alto nível no movimento rotário, nomeadamente Governador 1986-87,ao tempo do Presidente Mat Caparas, o do lema «Rotary leva esperança», que me perguntava sempre «então e o Marcelino?», outro ilustre amigo que já nos deixou fisicamente. Parta além de responsabilidades no Distrito 1960 e no seu clube, o RC Algés, foi ainda dirigente muito empenhado na Fundação Rotária Portuguesa.
Estive na homenagem muito sentida que o RC Carnaxide lhe fez há uns anos atrás. Não pude, infelizmente para mim, acompanhá-lo no seu funeral. Mas manifesto o meu pesar a todos os familiares e amigos dizendo-lhes, do coração, que pena não serem muitas as pessoas boas e importantes, mas discretas e puras, como o Joaquim.
11 de Setembro 2012
Henrique Pinto
 FOTOS: Joaquim da Silva Gonçalves; Alberto Maia e Costa e Maria Casimira e Joaquim Gonçalves; Maria Casimira, Henrique Almeida, Joaquim Gonçalves e Tucha; Artur Almeida e Silva (à esquerda); Joaquim Gonçalves (à esquerda na segunda fila) num plenário da Rotary Foundation em Novembro 2002, no Hotel da Curía, quando fui também governador de Rotary International
 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

NOVAS REGRAS NO ORFEÃO DE LEIRIA PARA UM FUTURO DE MAIOR EMPENHO E AMPLO SUCESSO

Culminando um ano de grande e doloroso empenho a todos os níveis a nova temporada do Orfeão de Leiria Conservatório de Artes começa com uma esperança enormíssima, muitas novidades, alterações substantivas em nomes e funcionamento, e a esperança renovada.

Fruto dum esforço muito intenso da direcção em funções – e apesar das opções nalguns sectores do governo se terem mostrado danosas para a nossa administração financeira, sobretudo na educação –, é possível em todo este Setembro não haver qualquer passivo, termos ordenados em dia e até metade, tanto do 13º como do 14º meses de 2012, já pagos adiantadamente. O que poucas empresas lograrão fazer.
Este facto merece o aplauso para todos os trabalhadores docentes e não docentes, para as direcções pedagógicas, e para o sector privado da economia. Tendo o OLCA o Estado por maior devedor, tornando irregular a data de pagamentos salariais, o empenho elevadíssimo de todos – a que se junta a frequência acrescida das aulas por parte dos alunos e a compreensão das famílias -, é possível retomarmos agora a rota com um sorriso de alívio, de recompensa espiritual e de grande optimismo quanto ao futuro. As mudanças de verão foram escaldantes.
Apesar da panóplia de cortes na contratualização com o Estado – não se trata de subsídios mas sim de contratos (contratos deviam ser para cumprir) – o Orfeão realizou mais de 320 eventos em 2011-12 (eventos não se circunscrevem a um menino e outro que tocam flauta 15 segundos!) e pôs de pé, reduzida é certo, a 30ª edição de Música em Leiria (belíssima), o V Festival Internacional de Guitarra e o IX Estágio Internacional de Orquestra, graças à compreensão, em particular, do sector privado da economia, e de todos os nossos mecenas.
Com nova direcção pedagógica na EMOL – professores Sónia Leitão e Joaquim Branco -, com a criação dum secretariado de apoio à direcção liderado por Lucinda Ferreira e integrando ainda Gracinda Moniz e Daniela Silva, estrutura que substitui a antiga coordenação técnica e administrativa, uma nova composição administrativa e apoio técnico (as novas avenças), suportadas numa reorganização das funções e num novo Estatuto para o Coro do Orfeão de Leiria – uma e outra decisões fruto de aprovação na Reunião de Direcção de 4/9/2012 –, e ainda um outro maestro a dirigir o Coro de Câmara, Joaquim Branco, parte-se para mais uma fase da vida institucional.
Na próxima semana o maestro João Baptista Branco começará a audição a todos os coralistas inscritos – renovação, admissão ou eventuais readmissões -, como é regra em todos os corais e orquestras do mundo num escalão de qualidade mais elevado. Os orfeonistas admitidos para integrarem o Coro na nova época, deverão contribuir com uma comparticipação financeira para obviar a uma pequena parte dos custos do Grupo (o que até agora foi conseguido com esforço a partir doutros sectores da casa). Terão, em compensação, um desafio aliciante. É objectivo institucional lograr no presente ano a participação num rol imenso de eventos, mais criativos por ser superior a interacção com as restantes vertentes da instituição, agora que, felizmente, a rede de teatros nacional vai ter de contar sobremaneira com o que de bom existe no país (por não poder viver à sombra do QREN).
Em reforço deste esforço há uma nova Coordenadora a organizar actividades lúdicas inteiramente novas no OLCA, destinadas a todos os cidadãos interessados, em qualquer idade, o JAZZ assumirá contornos ainda mais amplos, e o Conservatório Sénior promoverá com estrondo o seu segundo Seminário Científico.
Dia 12 de Setembro pelas 21 horas haverá uma Assembleia Geral extraordinária do OLCA. O objectivo, decorrente da legislação compulsória que entretanto foi saindo e da decisão do próprio Conselho de Ministros, é adequar os Estatutos da INSTITUIÇÃO a estas exigências, para que o OLCA continue a usufruir plenamente do Estatuto de Utilidade Pública, sobremaneira importante, nomeadamente em termos de fiscalidade.
Mas, de facto, encolher o tamanho das organizações, por força das circunstâncias, sem lhes minimizar os objectivos, é mais difícil que fazê-las crescer.
5 de Setembro de 2012
Henrique Pinto
O Presidente
 

sábado, 1 de setembro de 2012

VISITE O NOVO WEBSITE DO ROTARY SOBRE A PÓLIO E AJUDE-NOS A FAZER PARTE DA HISTÓRIA


«Falta Só Isto para alcançarmos o marco histórico de erradicar esta terrível doença chamada Pólio da face da Terra. Estamos num momento decisivo: o número de casos de Pólio e países infectados jamais foi tão baixo como agora — este é o momento de acabarmos com esta doença. Até hoje, a única doença a ser erradicada foi a varíola, e nós estamos prestes a entrar para a história por ajudar a aniquilar a Pólio.  
Mas, para termos um mundo livre da paralisia infantil, o Rotary e seus parceiros na Iniciativa Global de Erradicação da Pólio precisam do seu apoio para divulgar e recrutar pessoas, organizações e, mais importante, governos para continuarmos a luta contra a poliomielite.
Por este motivo, nós criamos endpolionow.org, um espaço virtual onde as pessoas podem se juntar para vencer a batalha contra a Pólio. No momento o website está disponível apenas em inglês, e em breve estará também em outros idiomas.
O novo website inclui: 
1.     Notícias: histórias inspiradoras sobre a erradicação da Pólio
2.     Informações interactivas: infográficos que ajudam a contar a história
3.     Informações sobre doação: os visitantes são incentivados a fazer doações e podem ver como os fundos doados são utilizados
4.     Valor social: poste em suas páginas de mídias sociais factos sobre o Rotary e a luta contra a Pólio
5.      Recursos: hiperligações para materiais sobre a Pólio que o ajudarão a educarem e recrutar outras pessoas para a nossa luta 
Para que este site seja um sucesso, precisamos do seu apoio e participação. Visite o website e compartilhe-o através de seus blogues, páginas de médias sociais e seus próprios sites, e incentive outras pessoas a fazerem o mesmo.  
É rápido, é fácil, e é importante.   
Robert S. Scott
Presidente da Comissão Internacional PólioPlus

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

STATEMENTS ON CURRENT FACTS AND FIGURES RELATIVE TO POLIO ERADICATION AND THE ROLE OF ROTARY INTERNATIONAL IN THE GLOBAL EFFORT



For the sake of clarity and consistency in all Rotary publications and information, the International PolioPlus Committee has adopted the following set of frequently reported statements, statistics, and terms concerning the PolioPlus Program and the global polio eradication effort, and encourages all members in the global partnership for polio eradication to adopt similarly consistent statements and figures.  The Committee has also requested a wide dissemination within Rotary for these statements.  The Committee reviews these statements at each meeting, to ensure that they remain current and appropriate.

1.         A statement on the goal of the PolioPlus program:

“The goal of the PolioPlus program is the global certification of polio eradication.  By eradication, WHO, the Global Commission on Certification and Rotary mean the interruption of the transmission of the wild poliovirus.”

2.         A statement on Rotary International's contribution to the polio eradication
effort:

“By the time the world is certified polio-free, Rotary’s contributions to the global polio eradication effort will exceed US$1.2 billion.  In addition, millions of dollars of 'in-kind' and personal contributions have been made by and through local Rotary clubs and districts for polio eradication activities.  Of even greater significance has been the huge volunteer army mobilized by Rotary International.  Hundreds of thousands of volunteers at the local level are providing support at clinics or mobilizing their communities for immunization or polio eradication activities.  More than one million Rotarians worldwide have contributed toward the success of the polio eradication effort to date."

 3.         A statement on the approximate dollar amount spent on the global polio eradication effort each year:

“From 2012 through 2013, an estimated US$1 billion per year from all sources is needed in donor contributions to fully implement the activities of the Global Emergency Action Plan Plans are being developed related to the funding needs for the polio endgame strategy which is anticipated to extend to the end of 2018. This level of expense is expected to decrease as wild polio virus transmission is interrupted in the three remaining polio endemic countries . Rotary will have contributed over US$1.2 billion to a program that is expected to total approximately US$11 billion by the time that transmission is interrupted in all countries,.”

4.         A statement on how the budget for the Global Polio Eradication Initiative is prepared:

“The budget for the Global Polio Eradication Initiative is prepared by the WHO and UNICEF in consultation with their country offices and ministries of health. It is reviewed and revised quarterly to reflect changing epidemiology as well as new contributions and financial commitments made by Rotary and other donors to the program.  Complete information about the global polio eradication budget is available to the public on the website: http://www.polioeradication.org/Financing.aspx.”

5.         A statement on Rotary’s contribution to the Global Polio Eradication Initiative:

“Rotary International’s contribution to the Global Polio Eradication Initiative since 1988 accounts for nearly 12 % of all contributions to the global budget through 2011 and represents approximately 51 % of private sector contributions to the Initiative. In addition, Rotary plays a leading role in soliciting financial support from donor nation governments, an effort which since 1988 has achieved nearly US$6  billion in contributions.”

6.         A statement on what Rotary’s contribution pays for:

“In the initial stages of PolioPlus, Rotary paid for oral polio vaccine and supported start-up costs for Rotarians’ social mobilization efforts in endemic countries. Since the mid-1990s, Rotary has conferred continuously with its spearheading partners (WHO, UNICEF and CDC) to determine how to deploy PolioPlus funds to achieve the greatest impact on global program needs. Currently, Rotary is funding the following areas: salaries for technical advisers, operational support, surveillance, social mobilization and stipends for the millions of volunteers who conduct NIDs and perform house-to-house follow-up visits and research into new products and approaches to facilitate eradication.”

7.         A statement on the number of nations benefiting from PolioPlus grants:

“To date, 122 nations around the world have benefited from PolioPlus grants for polio immunization and eradication efforts.”

8.         A statement on the number of polio cases prevented annually through immunization:

“From the launch of the global initiative in 1988, more than 7 million people, mainly in the developing world, who would otherwise have been paralyzed, will be walking because they have been immunized against polio.  More than 650,000 cases of polio are now prevented each year by the efforts of governments and the partnership of the World Health Organization (WHO), Rotary International, the United Nations Children’s Fund (UNICEF), the United States Centers for Disease Control and Prevention (CDC), and the overseas development agencies of donor nations.”

9.         Statements on the number of children immunized against polio:

a. Since 1985, when Rotary implemented the PolioPlus program:

"As a result of the efforts of Rotary International and its Foundation and those of our partners, more than two billion children have received oral polio vaccine."

b. immunizations in 2011:

“As part of the global polio eradication effort in 2011, more than 400 million children were vaccinated in 40 countries using more than 2.2 billion doses of oral polio vaccine.”

10.       A statement on the percentage of the world’s children that live in polio-free countries:


11.       A statement on the reduction of cases of polio:

“The number of cases of polio has declined by 99% since Rotary launched the PolioPlus program.”

12.       A statement on the cost of vaccine per child:

“A child can be protected against polio for as little as US$ .60 worth of vaccine.”

 13.       A statement on the number of polio endemic countries:

“Since Rotary began its PolioPlus Program, the number of countries which continue to be polio endemic has declined from over 125 countries in 1985 to 3 countries in 2012. The number of polio cases has declined by more than 99% since 1985.”

14.       A statement on the number of countries that are polio-free and the number of people who live in countries, territories, and areas that have been certified polio-free by independent commissions:

“Two hundred and ten (210) countries, territories and areas are now free of indigenous polio, and 134 of these have been certified polio-free by independent commissions.  In June 2002, the WHO European Region was certified polio-free, joining the WHO Regions of the Americas and the Western Pacific.  More than three billion people, half the world’s population lives in the 134 countries, territories and areas that are now certified polio-free.”

15.       Statements on polio in Nigeria, Afghanistan and Pakistan and polio in outbreak countries:

“At the start of 2012, transmission of indigenous poliovirus had been interrupted in all but three countries (Nigeria, Pakistan, and Afghanistan).

There is strong evidence that the approaches in the current Strategic Plan 2010-2012 work, demonstrated in particular by the absence of polio cases in India since January 2011, one of the most technically challenging places from which to eradicate polio. However, in October 2011, the Independent Monitoring Board (IMB), established at the request of the World Health Assembly to independently monitor the progress towards a polio-free world, expressed concerns regarding the risks to achieving success. Challenges in particular remain in reaching sufficient number of children in the endemic countries Nigeria, Pakistan and Afghanistan, and the re-established transmission countries of Angola, Chad and the Democratic Republic of Congo.

In response to the IMB’s report, the Global Polio Eradication Initiative immediately initiated an extensive program of work to strengthen its accountability processes, promote innovation in managerial and tactical processes as well as eradication tools, ensure critical real-time evaluation of eradication plans in key infected areas, deepen stakeholder engagement, and reduce outbreak risks. Recognizing the IMB’s assessment that there remains a high risk of missing the end-2012 milestone for interrupting all wild poliovirus transmission globally, and particularly in Pakistan, planning and budgeting for an extension of the intensified eradication effort into 2013 is under way. The updated plan for 2012-2013 and beyond will be informed by an independent program review drawing on the lessons learned in 2010-2011, the findings of the IMB and the potential impact of additional eradication tools and tactics. 

In May 2012, the World Health Assembly declared the completion of polio eradication a “programmatic emergency” for global public health, requiring the full implementation of strategies, and the application of appropriate vaccination recommendations for all travelers to and from infected areas as necessary.

Statements on polio in outbreak countries:

”As long as indigenous wild poliovirus transmission remains anywhere in the world, the risk of international spread of poliovirus will remain. Particularly vulnerable are high-risk countries, i.e. those bordering endemic areas, those with close socio-cultural-economic ties to endemic areas and those with low routine immunization levels.

Experience since 2003 has shown that outbreaks can be rapidly stopped, if internationally-agreed outbreak response guidelines are fully implemented. However, failure to fully implement these guidelines can result in persistent outbreaks, i.e. where transmission of imported poliovirus persists for >12 months. In early 2011, persistent outbreaks are ongoing in Angola, Chad and the Democratic Republic of Congo and the border area of Kenya/Uganda. Additionally, certain high-risk areas are prone to recurrent importations, notably in a band of countries across West Africa, central Africa and the Horn of Africa. However, confirmation in August 2011 of a new outbreak in China (due to an importation from Pakistan) underscores the dangers ongoing transmission continues to pose to polio-free countries everywhere.

16.       A statement on the contribution of Rotary’s advocacy efforts:

Public Advocacy Efforts: “In 1995, Rotary International launched a task force to advocate the cause of polio eradication to donor governments.  The work of this task force, later to be part of the Polio Advocacy Group, with additional partners, has resulted in more than US$8.5 billion in contributions to the Global Polio Eradication Initiative.  These advocacy efforts are ongoing and will be continued as necessary.” 

17.       Definitions of the terms Partners, Spearheading Partners, Coalitions and Donors are outlined below:

“When used as generic terms to refer to organizations who are also sharing in work and funds to eradicate polio, either partners or partnerships is preferred.  Generally, coalition
should be used to describe a specific group.  Donor is a term to describe an entity which is providing funds to eradicate polio and should be limited to those whose primary or exclusive role is in providing funds.  “Donor” should be avoided in describing Rotary International or its Foundation.

Where partners is used to delineate specific organizations engaged in global eradication of polio, spearheading partners refers to the World Health Organization (WHO), Rotary International (RI), the U.S. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), and the United Nations Children’s Fund (UNICEF).

Rotary is engaged in one specific coalition; that is the coalition to advocate for increased contributions by the U.S. Government to global polio eradication.  The coalition includes The Rotary Foundation of R.I., The United Nations Foundation, The Task Force for Child Survival and Development, the U.S. Fund for UNICEF, the American Academy of Pediatrics and the March of Dimes Birth Defects Foundation.  Rotary is the leader.

Rotary is the leading non-governmental contributor. Whenever possible, most of the polio eradication costs are borne by the polio-endemic countries themselves.  However, as the battle against polio is taken to the poorest, least-developed nations on earth, and those in the midst of civil conflict, up to 100 percent of the NID and other polio eradication costs must be met by external donor sources.

Polio-specific contributions have been made by the following governments: Andorra, Australia, Austria, Azerbaijan, Belgium, Brunei Darussalam, Canada, Cyprus, Czech Republic, Denmark, Finland, France, Germany, Hungary, Iceland, Ireland, Italy, Japan, Kuwait, Liechtenstein, Luxembourg, Malaysia, Malta, Monaco, the Netherlands, New Zealand, Norway, Oman, Portugal, Qatar, Romania, Republic of Korea, the Russian Federation, Saudi Arabia, Singapore, Slovak Republic, Spain, Sweden, Switzerland, Taiwan, Turkey, the United Arab Emirates, the United Kingdom and the United States of America.  It is also important to note that the following countries have all contributed domestic resources for polio eradication:  Angola, Bangladesh , Congo, Gabon, Ghana, India, Indonesia, Namibia, Nepal, Nigeria, Pakistan, Rwanda and Yemen..”

 18.       A statement on global certification:

“Global Certification:  An independent commission will consider global certification when no wild polio virus associated cases have occurred for at least three years, in the presence of certification-standard surveillance, and all wild poliomyelitis stocks have been appropriately contained.”

19.       A statement on the cessation of polio immunization with Oral Polio Vaccine:

"After interruption of wild poliovirus transmission, appropriate containment of poliovirus stocks, and establishment of sufficient polio vaccine stockpiles, immunization with routine OPV can and should be stopped, resulting in substantial financial savings (note: the magnitude of these savings will depend on national decisions on the introduction of IPV).  This stoppage could be as early as three years following the global interruption of wild poliovirus transmission.”

20.       A statement on estimated annual global savings after cessation of
immunization:

“Once polio has been eradicated, the world will reap substantial financial, as well as humanitarian, dividends due to foregone polio treatment and rehabilitation
costs.  Depending on national decisions on the future use of polio vaccines, these savings could exceed US$1 billion per year. A study published in November 2010 in the leading medical journal Vaccine estimates the economic benefits of the GPEI at between US$40-50 billion based on activities from 1988 to 2035.”[1] 

21.       A statement on the annual cost of immunization of U.S. children against
polio:

“The United States Centers for Disease Control and Prevention (CDC) estimates that more than US$350 million per year is spent on immunizing U.S. children against polio.”

22.       A statement on type II wild poliovirus:

“Type II wild poliovirus has not been found since October 1999, suggesting that transmission of one of the three types of wild poliovirus may have been interrupted.”

23.       A statement on the importations of the poliovirus:

“Importations will continue to occur until endemic transmission of the poliovirus (from where it originates) is successfully interrupted. The key priority therefore is to rapidly stop the remaining endemic transmission chains. At the same time, however, the new GPEI Strategic Plan puts forth key activities to cement the gains of polio eradication, by protecting polio-free areas. Past experience and mathematical modeling can now largely predict areas at highest risk of importations and outbreaks, and efforts will focus on boosting population immunity levels in those areas to minimize the risk and consequences of potential importations.” 

24.       A statement on instances of vaccine-derived polio:

"Since 2000, there have been 21 episodes of circulating vaccine-derived poliovirus (cVDPV) resulting in 547 polio cases including in the Island of Hispaniola (which includes Haiti and the Dominican Republic), Cambodia, Democratic Republic of Congo, Ethiopia,  Indonesia, the Philippines, Madagascar, Myanmar, Nigeria, and China. During that period, over 15 billion doses of OPV have been administered to more than 2.5 billion children, and as a result more than 3.5 million polio cases were prevented.

Circulating VDPVs occur when high proportions of children are susceptible to poliovirus infection, due to very low vaccination coverage. If routine or supplementary immunization activities (SIAs) are poorly conducted, the population is left susceptible to poliovirus, whether from vaccine-derived or wild poliovirus. Hence, the problem is not with the vaccine itself, but low vaccination coverage. If a population is fully immunized, they will be protected against both vaccine-derived and wild polioviruses.

In 2012 there were 51 cVDPVs reported, compared with 178 cVDPVs in 2009 – a more than 70% reduction."
25.       A statement on the Vitamin A distribution during polio National Immunization Days:

“Since 1998, the inclusion of Vitamin A supplements on NIDs has averted an estimated 1.5 million childhood deaths. Vitamin A comes in liquid form in soft gelatin capsules that are opened to give as drops.  It is an essential nutrient that is needed for healthy growth and development.  Vitamin A deficiency can lead to blindness, increased risk of infection, and a 25 percent greater risk of dying from childhood diseases such as measles, malaria and diarrhea.  The administration of Vitamin A during polio National Immunization Days has resulted in fewer childhood deaths from measles, diarrhea and other causes.”


The Committee further requests that the General Secretary, in official and public releases and statements, follow the above expressions.  Finally, the Committee requests that all other RI and TRF officials and spokespersons, and all organizations which report to the Committee, adhere to the approved statements and observe the recommended terminology.

UPDATE: July 2012
International PolioPlus Committee


[1] “Economic Analysis of the GPEI” Vaccine, Vol. 28, Issue 50, pp. 7825-8048 (23 November 2010)