terça-feira, 17 de novembro de 2009

DENGUE, PORTUGAL ENVIA MAIS MÉDICOS PARA CABO VERDE

Uma segunda equipa de três médicos e três enfermeiros partiu, ontem, para Cabo Verde, para substituir o primeiro grupo de sete profissionais que partiu a 7 de Novembro para apoiar o combate à epidemia de dengue - a doença já infectou perto de 17 mil pessoas. A equipa é composta por dois médicos de Medicina Interna cabo-verdianos, uma infecciologista e três enfermeiros dos Cuidados Intensivos dos Hospitais da Universidade de Coimbra
Os profissionais de Saúde integram as escalas de serviço no Hospital Agostinho Neto, na Cidade da Praia, capital cabo-verdiana. Na bagagem levam ainda 35 quilos de equipamento clínico e medicamentos. A primeira equipa levou 14 embalagens de material clínico, dois monitores de funções vitais e dois ventiladores.
Fernando Regateiro, presidente do conselho de administração dos Hospitais da Universidade de Coimbra, sublinha ao CM a prontidão da resposta ao pedido de ajuda: «Em apenas três horas reunimos uma equipa de profissionais».
Entretanto, a doença continua a colher vítimas em Cabo Verde. No Domingo registaram-se 301 novos casos de dengue, mas nenhuma morte. No total, a dengue provocou nos últimos dois meses 16 744 casos, dos quais 149 de febre hemorrágica da dengue e seis mortes. O próprio primeiro-ministro José Maria Neves esteve uma semana de baixa, tendo ontem regressado ao trabalho.
Para a directora do Departamento de Vigilância Epidemiológica, Maria de Lurdes Monteiro, há «uma diminuição gradual de casos, embora seja muito lenta». A epidemiologista confessa não gostar dos números de fim-de-semana «porque podem não ser os melhores indicadores». «Ainda não percebi a razão, mas o que é certo é que ao fim-de-semana o número de novos casos é substancialmente mais baixo. Será por as pessoas preferirem ficar doentes em casa a ir ao hospital?», questiona.
In Expresso das Ilhas, 17 de Novembro de 2009
FOTOS: Prainha, Cidade da Praia, Cabo Verde; Cabeçalho do Jornal Expresso das Ilhas

EUROPA BUSCA UN PACTO CLIMÁTICO DE MÍNIMOS QUE ARRASTRE A EE UU

La secretaria de Estado de Cambio Climático, Teresa Ribera, participaba ayer en la reunión a puerta cerrada de 40 ministros que el Gobierno danés ha organizado en Copenhague como cumbre previa. «Que nadie se tire por el puente antes de tiempo», resumió por teléfono. Ribera está en el corazón de la negociación como parte de la troika de la UE, al asumir España la presidencia de la Unión en enero: «Tener un acuerdo jurídicamente vinculante tiene muchas dificultades aunque no hemos renunciado. Pero si a cambio tenemos un acuerdo con la ambición suficiente refrendado por los primeros ministros en Copenhague no sería un fracaso».
Los negociadores de la UE ven la botella medio llena. Consideran que si en vez de un tratado completo con sanciones que hay que ratificar luego se consiguiera un texto claro que, sobre todo, aceptase EE UU, valdría la pena esperar un año. La Administración de Barack Obama ha dejado claro que no firmará nada que le obligue internacionalmente hasta que el Senado no apruebe la reducción de emisiones - entre un 17% y un 20% - que tramita actualmente. Un éxito sería acordar en Copenhague «las emisiones individualizadas de los países desarrollados a largo plazo (2050) y a medio plazo (2020), si hace falta con rangos de emisiones, y un calendario concreto y breve para tener un acuerdo internacional», dice Ribera. Es decir, que EE UU podría incluir no una cifra concreta sino una horquilla, lo que evitaría quebraderos de cabeza a Obama. Lo más problemático es el acuerdo a 2020, ya que a largo plazo hay coincidencia en la ambiciosa reducción de emisiones necesaria.
«La clave no es si es un acuerdo jurídico o no, la clave es si el acuerdo que salga tiene los elementos básicos de reducción de emisiones y de financiación. Eso es lo que tenemos que negociar con EE UU y con China, que siguen sin decir qué límite de emisiones aceptaran», dice el representante de un país europeo, que ve evaporarse sus esperanzas puestas en Obama. Este texto, como decisión de la Conferencia de las Partes, de menos de 10 folios, se negociará hasta la última hora, ya que en cada coma hay millones en juego. «Nadie se ha opuesto a que sea una decisión de la Conferencia de las Partes de la Convención, en la que todo el mundo forma parte y que obliga a todos», añadió Ribera.
A partir de ahí, se seguiría negociando el tratado. Mientras la ONU apuesta por cerrar el pacto en una cumbre extraordinaria a mitad de 2010, la ministra danesa de Energía y Cambio Climático, Connie Hedegaard, apuntó que lo normal sería cerrarlo en un año en México.
Mientras China y EE UU se alejan del acuerdo, la carrera diplomática para salvar la cumbre está lanzada. Y ha creado interesantes lazos entre países en teoría situados en bloques opuestos. Nicolas Sarkozy, presidente de la República francesa, y Luis Ignacio Lula Da Silva, su homólogo brasileño, han conformado una suerte de alianza conjunta para que un documento común, que obliga a reducir las emisiones mundiales en un 50% para 2050, sea aceptado. «No hay que permitir que Obama y Hu Jintao celebren un acuerdo basado exclusivamente en las realidades económicas de sus respectivos países», aseguró Sarkozy. «Un acuerdo que no comprometa a nadie, eso no es lo que buscamos», añadió Da Siva.
Cada uno por su lado o unidos, se volcarán en una maratón diplomático-ambiental para ganar adeptos, según anunciaron el sábado tras una entrevista con el presidente brasileño celebrada en El Elíseo.
En El País, 17 Noviembre 2009
FOTOS: Barack Obama y Hu Jintao en China; periódico El País

OS HOMENS SÓ EXISTEM ATRAVÉS DAS SUAS OBRAS

(...) Com uma elegante modéstia, inseparável do cepticismo e da melancolia, ele assim o quis, recusando dar-se em espectáculo póstumo. Por isso, quando se soube da morte, os seus despojos mortais já haviam sido entregues à terra de Lignerolles, numa cerimónia íntima e sob o silêncio da manhã que ascendia. Nessa aldeia de 53 habitantes, na Côte d'Or, tinha há muitos anos uma casa de campo, cercada de árvores, onde se retirava a ler e a ouvir música. Quando saía, era para passear na floresta, contemplando a natureza intocada.
Claude Lévi-Strauss dizia que a celebridade lhe chegara por ter vivido muito, mas não era verdade. A glória vinha-lhe de ter pensado o mundo de maneira nova e de haver decifrado alguns dos códigos com que o nosso pensamento o pensa. Este Proust das sociedades sem escrita era, como o outro, um homem minucioso, perscrutador e subtil. Tinha uma cultura infinita e requintada. Sabia fausticamente de tudo: literatura e pintura, música e filosofia, ciências humanas e ciências exactas. Sabia, sobretudo, fazer disso uma sabedoria pessoal, veemente e desencantada.
Nele, havia "a originalidade, a potência e a fertilidade de espírito" que afirmou ser a marca de um grande homem. E escrevia sumptuosamente, na linhagem dos grandes prosadores franceses. Ler palavras como estas é ouvir uma música firme e altiva: "Vistas à escala dos milénios, as paixões humanas confundem-se. O tempo não acrescenta nem retira nada aos amores ou aos ódios sentidos pelos homens, aos seus compromissos, às suas lutas e às suas esperanças: ontem e hoje, são sempre os mesmos.
Suprimir ao acaso alguns séculos de história não afectaria de maneira sensível o nosso conhecimento da natureza humana. A única perda irreparável seria a das obras de arte que esses séculos teriam visto nascer. Porque os homens não diferem, nem sequer existem, senão através das suas obras."
Lévi-Strauss adorava a ópera, a pintura dos antigos mestres, os escritores clássicos e os objectos dos antiquários que visitava. Era um homem discreto e sóbrio. A sua voz não parecia vir do seu corpo alto e delgado. Perguntei um dia a Júlio Pomar, que o retratou com uma astúcia de psicólogo visual, como ele era na intimidade da pose. Pomar falou de timidez, de silêncio e de sabedoria. Depois, contou-me que a sua mulher lhe tinha dito que o retrato a tinha ajudado a compreender melhor o marido, tão enigmático e fugidio era, mesmo para ela.
Também a grande helenista Jacqueline de Romilly, sua colega na Academia Francesa, me falou dele e da sua assiduidade às sessões, que se transformavam em conversas, nas quais, sob a grande cúpula, a mais funda e precisa erudição se encontrava com a mais alta e criadora especulação. Na Academia, ele herdou a cadeira de Henry de Montherlant e, no dia em que nela se sentou, depois de ter citado a máxima de Charles de Brosses que diz "...é no homem que é necessário estudar o homem; não se trata de imaginar o que ele poderia ou deveria ter feito, mas de observar o que ele faz", elogiou ritualmente o grande escritor suicidado. Nesse discurso de entrada na Imortalidade oficial há também alguns traços de um auto-retrato. Sobre a ansiedade, cita Montherlant: "O que é trágico nos ansiosos é que eles têm sempre razões para o serem." No livro de diálogos que fez com Didier Eribon ("De Perto e de Longe"), Lévi-Strauss fala da sua vida como se fosse a de um outro a quem, com esforço, chama "eu".
Nos últimos anos, estava desencantado. E desencontrado com este tempo, que, desde há muito, já não considerava o dele: "Estamos num mundo a que já não pertenço. Aquele que conheci, aquele de que gostei, tinha 1500 milhões de habitantes. O mundo actual tem seis mil milhões de seres humanos. Já não é o meu." Os natalistas religiosos ou nacionalistas ficarão espantados com esta indignação radical perante o desastre demográfico e ecológico que não cessa. Mas ele citava Renan: "A maneira de se ter razão no futuro é, em certas horas, a de nos sabermos resignar a estar fora de moda."
Em verdade, o seu pessimismo apontava ao futuro: "No século em que estamos, um pessimismo radical representa talvez o único meio que nos resta de dar a um optimismo moderado a sua oportunidade." A pouco e pouco, Lévi-Strauss, que procurava a ordem por detrás do caos e a quem o actual tecnocentrismo desagradava, aproximou-se da cultura japonesa e do xintoísmo como filosofia universal de comunhão e serenidade. Escreveu sobre este fascínio algumas páginas deslumbrantes.
Depois de ter vivido um século, durante o qual tudo mudou, morreu Lévi-Strauss, aquele que um dia fez seu o princípio moral que diz: "Recusando todo o sentido à vida, esse que assim faz impõe a si mesmo a rude mas inevitável tarefa de lhe dar um." Foi essa a sua audácia? Ou foi apenas a sua condenação?
José Manuel dos Santos colunista regular do "Actual"
Texto publicado na edição do Expresso de 14 de Novembro de 2009
FOTOS: Cabeçalho do Jornal Expresso; Claude Lévy-Strauss, o filósofo francês recém falecido aos cem anos de idade

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A OUTRA MARGEM





Nos cafés já se toma a bica de pé e num ápice, ala que se faz tarde. Casamentos são mais e mais parcos em festas e cerimónias. Os funerais sempre foram altar de ritual e encontro. Permitem, sobretudo às pessoas temporalmente mais distantes, rirem-se um pouco com amigos de antanho. Em Sesimbra se alguém de fluida memória não nos reconhecesse bastaria referir o ser-se parte da família do Mário do Gesso. E no entanto o meu tio Mário - foi a enterrar na terça-feira aos noventa anos de idade, com tamanha avidez da vida e do saber – deixou a mineração há quase cinco décadas. Era um tempo em que ele e o Teodoro construtor, o Hélder Ferreira e as suas mulheres, os padres Freitas e Vieira, de pequenos escândalos íntimos, o professor Amável meu mestre e o Dr. Leite meu doutor, com um ou outro comerciante, eram as pessoas mais conhecidas ou respeitadas da terra.
O concelho dá mostras de séria expansão urbanística na vila em si, nos terrenos de cultivo mais chegados à Aldeia do Meco (antes refúgio tranquilo do nudismo) e à Lagoa de Albufeira, e sobretudo na Quinta do Conde, de elevada concentração demográfica. Esta última urbanização pôs-se de pé à volta de Abril, clandestinamente. Fê-lo com o afluxo de refugiados e retornados das antigas colónias e na construção barata de nomes conhecidos. Atraiu bastante gente pobre a erguer o seu lar, sem rei nem roque, numa arrumação só agora recuperável. Lá vive ou dorme uma população autóctone superior à sobrante no concelho. Fruto das circunstâncias, do nascimento à maturação, tem todos os grandes problemas sociais do mundo moderno em dose superior a qualquer outra zona do país.
Todavia, se há 40-50 anos Sesimbra estava tão longe de tudo hoje são 20 minutos até Lisboa, mau grado as piores e mais danosas estradas do rectângulo, um tráfego infernal de gente apressada ou de baixa educação cívica. Boa parte do casario moderno é de turismo, segunda habitação ou lar quotidiano de gente fugida das cidades mas a trabalhar nelas.
Quase deixaram de se ouvir choros de carpideiras, familiares ou não. E não raro – pese o sofrimento de ver partir alguém querido – é um sorriso educado a receber os pêsames amistosos ou de ocasião e uma ou outra gargalhada franca duma memória mais pícara, vinda daqui ou dali, não choca. Poucos a lêem como sinal de má educação.
Uma vez um ministro com a pasta da saúde achou-se bem talhado para a função pois o sogro fora médico. É admissível haver conclusões idênticas sobre conversas de velório. Paciência.
A margem sul ostenta um imenso ar de secura e abandono de séculos. Este desânimo é disfarçado em Sesimbra pelo arvoredo imenso da Quinta do Peru, da Herdade do Calhariz ou das terras de Ramada Curto, pertença de famílias de posses e benquistas. Já pouco tem a ver com a pobreza franciscana de há cinquenta anos.
É incontornável, a vida mais e mais migrante afasta os amigos. Aqui lembram-se historietas, avivam-se memórias de gente boa e má, escutam-se opiniões de proveniência raramente acessível, a sabedoria telúrica.
É Berlim e a efeméride da queda do muro, de permeio com o ostracismo da Quinta do Conde, a virem à baila entre amigos de infância. Só quem desconhecer de todo a Alemanha pode ignorar a persistência dum forte clima discriminatório entre os crescidos das antigas comunidades divididas, a mexer com emprego, habitação, indústria e até já na educação. Um largo fosso de preconceitos separa também os residentes na Quinta do Conde de boa parte das pessoas a viverem noutras curvas do concelho. Talvez por isso, os socialistas organizados dum e doutro lado deste muro virtual zangaram-se forte e feio a propósito das eleições autárquicas. Quando há tiros no pé, expressão da gíria para a autoflagelação política gratuita – desaguisado igual tiveram os sociais-democratas de Leiria -, os resultados espelham tais cismas. Ter-se-á fecundado aí a humilhação nas urnas. O voto massivo na lista comunista, liderada por um homem pacato, da vila, disse quem tem o afecto das pessoas. Mesmo se a obra é incipiente. Na sabedoria ancestral os eleitores viram-no como o melhor.
E todos sentem, o momento não se recomenda.
Uma coisa são as teorias birrentas de Medina Carreira, ampliadas na TV, outra a necessidade de combater o desemprego, sustentar a indústria e criar mais-valias. Uma coisa é o funcionamento democrático dum país no mais elevado patamar de civismo, outra o carburar de motor desgastado pelo uso, tal a parte significativa das nossas ferramentas democráticas já em desajuste social. O poder de as aperfeiçoar carece de ascendente sobre os ganhos na deterioração, permissivos, transversais nas instituições. Quem acredita hoje na inocência mediática em geral, imersa num inextrincável puzzle de interesses?
Poderá levar tempo a ver-se com segurança, uma fracção do estigma a onerar socialmente alguns dos investimentos mais vultuosos, já anunciados, não diverge da crítica oca surgida logo no parto do Centro Cultural de Belém, do Europeu de Futebol ou da Expo 98. Uma dureza injusta. Faltou nas negociações da política agrícola comum ou das pescas. Só a atmosfera pútrida de descrédito e injustiça, pejada de episódios com os traços do Mensalão, de Lula da Silva ou do Mãos Limpas, de Bettino Craxi, a agravar-se, vem em socorro deste criticismo ignaro e apocalíptico.
Esgrimir tão ferino e hipócrita com a dívida sobre gerações futuras lembra-nos muitas opções em tempos idos, fortemente influenciadas por decisões egoístas, receios fúteis, ambição de extremos, mínima ou soberba. Nem se cogita na longínqua infantilidade de Alcácer Quibir, apoiada pela nobreza portuguesa. O passado não se lê no condicional. Tão pouco o futuro se deve escrever sobre o mesquinho ou com dose igual de saber do perorar sobre a Irlanda, quais papagaios de intelecto mal nutrido! O beco paupérrimo alvitrado por centrais encapuzadas de interesses claros/escuros está a fazer do país um milheiral de descrença, suspeição e mentira. Uma nação moderna e sociável passaria bem sem carpideiras assim, sob risco de soçobrar.
Seria imperioso o requalificar profissional para cerca de dois milhões de cidadãos, quase a totalidade da força activa, até ao ano 2015, para não se perder de vista o acompanhar na riqueza produtiva dos povos europeus mais evoluídos. Com as Novas Oportunidades e projectos anteriores, é firme a possibilidade de em 2013 haver mais de um milhão de pessoas requalificadas em muitos sectores onde minguam os recursos humanos. Invista-se então no gerar emprego. O país bem precisa dele e a margem sul muito mais. A esperança no avanço dos investimentos previstos para a zona dá fulgor à crença num concelho de Sesimbra mais uniforme na estética, nos sentimentos de pertença e convivialidade.
Henrique Pinto
Novembro 09
FOTOLEGENDAS: Marina de Sesimbra com Castelo ao fundo; Castelo de Seimbra, meu avô trabalhou na sua reconstrução; Rua D. Diniz em Sesimbra, antiga Rua do Norte, onde meu pai nasceu

INTERCOUNTRY COMMITTEES AND THE CULTURE OF PEACE

After Bucharest in October 2008, it was the turn of Tunis and District 9010 to host an International Conference of Inter Country Committees (ICC) on October 23/24 2009.
Lassaad Mestiri, PDG of D9010 and National Coordinator for the Maghreb ICCs, chaired this conference with the agreement of the ICC Executive Council.
Present
Former RI Directors Julio Sorjus and Raffaele Pallotta, Past RIVP & President of the ICC Executive Council, Serge Gouteyron, DG 9010 Youssef Leffad, National Coordinators, DGs, PDGs, DGEs and DGNs, ICC Chairmen, Club Presidents, Rotarians and partners – making a total representation of 180 participants from 15 countries.
The role of the ICCs
Serge Gouteyron reminded us of conditions in 1950 when the first ICC was created between Germany and France, at a time when everyone was placing their hopes of peace in the intergovernmental organisations which had been recently created. One hoped that these would guarantee the expression of human values upon which civilisations are based.
It was in the same spirit that ICCs were started, making them one of the oldest Rotary programmes – dedicated to the advancement of Peace.
Activities of the ICCs
Next, National Coordinators spoke –
Ferit Biren (Turkey) underlined the role of ICCs in the Balkans.
Gianni Jandolo (Italy) pointed out our role with the countries of the South.
Marcel Tilkin (Belgium) stressed the extent of the North South cooperation.
Uwe Richardsen demonstrated how his country maintained, via the ICCs, world-wide contacts.
Yaovi Tigoe (Gabon & Central Africa) told us that of the 10 countries in his district, 3 are at war.
Andrez Ludek (Poland) reminded us how the ICCs had been responsible for the rebirth of Rotary in the countries of Central & Eastern Europe.
Daniel Navarro spoke of ICCs as the basis of forming exciting international relationships:
Eclador Nana (Ivory Coast & District 9100 with its 14 countries) showed a moving video asking us to face the inadmissible situation of the water problem in Abidjan.
Valentin Cismaru (Romania) was delighted by the growth of ICCs in his country.
Issa Togo (Russia) talked proudly of their 15 years of ICC activities with France.
Gwenael de Bergevin (France) recalled the humanitarian, vocational and educational projects carried through in 2008 by the Districts, Clubs and French ICCs in 15 countries.
Values
M. Mahmoud Maamouri, former Minister, Ambassador and Past President of the Rotary Club of Nabeul Neapolis. called upon ICCs to work for the establishment of international understanding and tolerance. He appealed to Rotarians to subscribe to world-wide solidarity and to bear more witness in our daily lives of the Rotarian values of brotherhood, dignity and respect for others,
A vision for the future of the Rotary Foundation
Several speakers accentuated the priorities of the plan of Rotary Foundation’s future
( which, we might stress, dovetails with the objectives of the United Nations Millennium proposals) –
· Risks of potential conflicts anywhere in the world, and the provision of water (Bernard Bellemin Noel – France)
· Universal education, the number one foundation for civil peace
(Ovidui Cos – Romania)
· The development of relations between contact clubs at communal meetings
(Mohammad Ghamman DGE D9010)
· The foundation of Study Centres for Peace & Conflict Resolution – the most promising project of the recent years of Rotary & Foundation
(Gerard Morel– France)
· Our fight for Polio Eradication, still to be waged in Nigeria and its bordering countries. Marie Irene Richmond Ahoua (Ivory Coast)
· ‘The strength of the baobab is in its roots’ says the African proverb. This means that vocational service and economic development are the roots of Rotary. That is the example of the pineapples sold by French Clubs
(Eclador Nana – Ivory Coast)
· We all have the means to help in the advance of Peace but do we still have the will to do so? ((Nadia Benaoumeur – Algeria)
· Nowadays the rapidity of technological changes is not always accompanied by a change of attitude. Rotary International is confronted by this problem and must not only adapt but also anticipate the concerns of young people.
(Gianni Jandolo – Italy)
Peace in the Mediterranean
In Tunis, we were most concerned with relations between the Mediterranean countries. If the 2 shores continue to drift apart, then RI must bring its social expertise to bear, as a partner with inter-governmental agencies, to effect unity in the area. (Hassan Zargouni – Tunisia)
The richness of the civilisations bordering the Mediterranean, as their history and religions, have fashioned the world in which we live today and those values which we share. One thing more will be needed in the future – faith in humanity. On the Agenda for the Board’s November meeting is the creation of a Rotary Action Group ‘Peace in the Mediterranean’. (Raffaell Palotta - Italy)
Tunisian youth and its leaders of tomorrow have given us hope through their experiences while still keeping a careful watch on the regions of conflict.
(Kais Ben Amar, Myriam Ben Salem and Manuel Harrathi – Rotaract)
Their vision was not very far from the unacceptable situation suffered by women, children, the poor and the sick in the regions of the South. Rotary’s influence there is insufficient because its presence is limited and there is a natural reticence to become involved in the huge problems of that society.
Be that as it may, Rotary has a duty to consider and act in the struggle against all forms of violence. (Najib Zakka – France)
We are the Future
Now more than ever, Rotary must show, in all its activities aimed at the betterment of the quality of life, that spirit of brotherhood to enable each Rotarian to be useful to Rotary and to others.
Our Past is a guarantee of the Future. (Julio Sorjus – Spain).
Summing Up
After the presentation of the Charter to the ICC Belgium-Tunisia, Chairman Lassaad thanked all those attending and in particular those teams which had helped him, his wife Jouda and Najoua Azouz for the perfect organisation of this Conference.
Serge Gouteyron thanked Lassaad for his enthusiastic acceptance of the task of the organisation of this Tunis Conference of ICCs. He further pointed out that if, after Cannes, Bucharest, Birmingham and Tunis the ICC programme was undergoing a rapid expansion, this was because there is a great expectation from all Rotarians for Peace.
The ICCs are today responding to that realisation of the expectation of Peace.
We thank our Tunisian friends for their Home Hospitality, the visit to the Bay of Tunis and Carthage, Sidi Bousaid and the Friendship Dinner,
Also for the Charter Presentation ICC Belgium/Tunisia held in the presence and residence of the Belgian Ambassador (former residence of President Bourguiba).
October 2009
PHOTOS: Tunis, capital city of Tunisia, Bab Saudone; Serge Gouteyron, ICC chairman and the Embassy from Belgiun, in Tunis

domingo, 15 de novembro de 2009

CLIMAT, FRANCE ET BRÉSIL ADOPTENT UN TEXTE COMMUN POUR COPENHAGUE

A un mois de la conférence de Copenhague, la France et le Brésil ont engagé samedi une course contre la montre pour tenter d'y arracher un accord «ambitieux» sur le climat, en présentant un texte commun que leurs deux présidents veulent «vendre» au reste du monde. «Nous rendons public aujourd'hui ce texte parce que nous voulons que Copenhague soit un succès. Nous n'accepterons pas un accord au rabais», a menacé Nicolas Sarkozy. «C'est un document historique. J'espère qu'il pourra servir de paradigme », a renchéri Lula.
Dévoilé à l'issue d'un entretien d'une heure entre Nicolas Sarkozy et Luiz Inacio Lula da Silva, ce document, qualifié de «bible climatique» par le chef de l'Etat brésilien, détaille les grandes lignes minimales de l'accord qu'ils souhaitent à Copenhague. Mais il n'entre dans les détails, notamment chiffrés, sur lesquels renâclent notamment les Etats-Unis et la Chine.
Les deux pays y rappellent l'objectif final d'une «réduction mondiale d'au moins 50% d'ici à 2050 par rapport à 1990» des réductions des émissions mondiales de gaz à effet de serre avec, pour les pays développés, des «objectifs ambitieux de réduction à moyen terme». Ils s'accordent également sur la création d'une Organisation mondiale de l'environnement, qui pourrait être mise en place dès 2012.
Obama juge «irréaliste» la conclusion d'un accord à Copenhague.
Pour y parvenir, les deux chefs d'Etat ont annoncé qu'ils allaient sans tarder multiplier les contacts pour tenter de rallier un maximum de partenaires autour de leur texte. Le président français a détaillé un programme de contacts et de visites qui débutera jeudi soir à Bruxelles par un entretien avec la chancelière allemande Angela Merkel et le premier ministre danois Lars Lokke Rasmussen. Il se rendra ensuite le 26 novembre à Manaus au Brésil, où doivent se réunir dix pays amazoniens, puis au sommet des pays du Commonwealth, auquel participeront la Grande-Bretagne, l'Inde, le Canada ou l'Australie, et enfin en Afrique, sans autre précision.
Le président Lula a pour sa part indiqué qu'il téléphonerait, probablement lundi, au président américain Barack Obama, qu'il a clairement présenté avec son homologue chinois Hu Jintao comme les principaux freins aux discussions. Il est toutefois peu probable que l'initiative franco-brésilienne débloque la situation. Quelques heures après l'annonce de l'élaboration du texte, le président américain a, semble-t-il, douché tout espoir d'arriver à un accord au sommet de Copenhague. Barack Obama et les dirigeants des pays du Forum de coopération Asie-Pacifique (APEC), dont la Chine, ont estimé «irréaliste» d'envisager la conclusion d'un document légalement contraignant dans la capitale danoise.
Le premier ministre danois Lars Loekke Rasmussen a proposé que le sommet de Copenhague, permette au moins l'obtention d'un accord politique, a précisé Michael Froman, conseiller de Barack Obama pour les questions d'économie internationale. La conférence de Copenhague ne constituerait ainsi qu'une étape et la conclusion d'un accord légalement contraignant interviendrait lors d'une nouvelle rencontre à Mexico en 2010.
Dans «Le Figaro», 15 Novembre 2009
PHOTOS: Journal Le Figaro; Presidents Nicolas Sarkozy (France) et Lula da Silva (Brésil)

100% LITERACY AT THE LOCAL LEVEL

Role models in Brazil, India and Peru and the question of whether or not this should become an explicit priority next year.

One of the district reports submitted to Zone 22A Literacy Coordinator Paulo Eduardo de B. Fonseca gives us a vision of how Rotary might end up being a leader in the world campaign to eradicate illiteracy by 2015. At the District 4420 Literacy Seminar it was reported by DG Roberto Luiz Barroso Filho and District Literacy Coordinator Tania Mesquita, that, « Thanks to the efforts of Rotary (clubs) and Rotarians (the City of Santos) has been certified as a city free of illiteracy. The (adjacent) City of Guaruja is on the same road (as evidenced by the fact that) through the efforts of Rotary 1400 adults are being made literate annually».
Farther south, in Brazil’s southernmost state of Rio Grande do Sul, a similar success has been achieved... Past District Governor Tirone Lemos Michelin (D - 4680) reported on that accomplishment at the RI Convention in Birmingham.
On the other side of South America we recently received word from sub-zone coordinator Ciro Arribasplata that an ambitious effort to eliminate basic illiteracy is under way in Peru. District 4450’s literacy chairperson PDG Copernico Salazar Lino is directing that project.
Earlier in this Rotary year we learned of the plan of India’s District 3230 to achieve 100% literacy in 162 rural villages in the district. District Governor W. Anand and District Literacy Task Force Chair Mohan George are leading that effort.
The vision which emerges from these examples is that of grass roots Rotary initiatives which support the GLOBAL GOAL by setting and achieving a goal of eliminating illiteracy at the local level. If such a vision were to catch on throughout the Rotary world, there would be no need for the RI Board or The Rotary Foundation to launch a formal , Rotary –led campaign to eradicate illiteracy. Word of mouth and successful examples would make it happen.
That is where you zone coordinators come in. It’s up to each of you to identify additional examples of 100% literacy campaigns. Then it is up to the rest of us to get those stories into the hands of the rest of the clubs in our Rotary world.
Who knows? Perhaps as early as next year the RILRG will have a sufficient number of success stories to make 100% literacy projects one of our highest priority visions for the future. Truly…
Richard Hattwick
November 09
PHOTO: City of Santos, Brazil, and one of its winding buildings (Prédios tortos) close to the ocean