Sir Paul McCartney foi recebido no Parlamento Europeu para defender a ideia de «mudando os hábitos de alimentação, abstendo-nos de comer carne uma vez por semana» ser possível «fazer um enorme impacto nas emissões globais de dióxido de carbono e outros gases de estufa».

«Isto não sou só eu, um vegetariano, a desbobinar», disse o ex- Beatle. «Foi um relatório das Nações Unidas chamado “Livestock`s Long Shadow”, que fez com que me interessasse pelo assunto».

Al Gore apoiou as «Segundas-feiras Sem Carne», assim como o cientista indiano Rajendra Pachauri, actual presidente do Painel inter-governamental sobre Mudanças Climáticas.
Nem por isso deixo de entender como escandalosa a forma descontínua como estas propostas aparecem.
O Homem não tem superioridade moral sobre outras formas animais e vegetais embora a sua subsistência delas dependa. As vacas terão até capacidades fisiológicas que os humanos não possuem. Sendo animais herbívoros produzem ácidos gordos enquanto os humanos terão de os ingerir. É parte do que há de belo na natureza.

É esta inversão de prioridades que mais me choca nas demonstrações de Sir Paul McCartney, feitas seguramente com as melhores intenções do mundo.
Henrique Pinto
Fevereiro 2010
FOTOS: Sir Paul McCartney discursou no Parlamento Europeu em Dezembro sobre o «contributo» das vacas para o efeito estufa; «Europa riding the bull» (a Europa cavalgando o boi), estátua colocada em frente ao Parlamento Europeu em Estrasburgo; Al Gore; o excesso de proteínas, de açucares e de gorduras, no todo ou em separado, está na base dum certo grau de automutilação do Homem; vacas pastando na Ilha do Pico; edifício Louise Weiss, sede do Parlamento Europeu..
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